Atualmente, em meio a correria do dia-a- dia, cujo tempo parece ter encurtado, precisamos buscar formas de nos distrairmos. A fim de burlar a rotina e em busca de qualidade de vida, alguns gostam de praticar esportes, outros preferem ler, existem aqueles que gostam de ir ao shopping fazer compras, os que gostam de cozinhar, os que malham e ainda há aqueles que gostam de tocar instrumentos musicais ou DANÇAR.
Muitos tem dificuldade de encontrar algo que resgate o prazer perdido na vida corriqueira e acabam o reencontrando na música. E quando as pessoas percebem que tem talento para tocar um instrumento ou dançar, torna-se um hobby e uma paixão.
Hoje em dia, saber tocar algo é visto como uma arte e ter ritmo, saber montar coreografias e dançar é uma forma de extravasar! O importante é que tanto um quanto o outro, servem como uma terapia para qualquer idade
Pensando nisso, que tal levarmos todo esse ritmo para dentro dos presídios? Vou explicar como. O condenado sempre foi visto como uma figura cruel, indigno de tratamento justo. No entanto, todos se esquecem de que apesar de seus valores corrompidos, são seres humanos com emoções e sentimentos.
Mas, tanto a constituição quanto o código penal afirmam que o preso deve ser tratado com dignidade. Assim, apesar de no nosso país isto ainda não ser efetivado, a legislação prevê submeter o presidiário ao trabalho como forma de ressocialização e diminuição da pena.
Nos últimos tempos, as penitenciárias não tem servido para a melhoria da postura do preso, mas sim como “escola” para aqueles que não são bandidos e que ingressaram injustamente no sistema prisional, aprenderem a por fim em seus valores morais, éticos e socias.
Seguindo esta linha de raciocínio, porque não trazer para dentro das cadeias formas de distração e lazer? Esta opção, assim como o trabalho, ocuparia a mente dos presidiários e evitaria que ficassem promovendo planos de fuga e confusão entre eles. Além disso, com a diminuição da violência, tornaria o ambiente mais agradável, proporcionando uma melhor qualidade de vida.
Ideia um pouco fora da realidade das cadeias brasileiras, mas parece funcionar. Prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu, nas Filipinas, vem criando e reproduzindo coreografias de diversas músicas como, In The Navy e YMCA, do Village People, músicas do grupo Queen, do filme Mudança de Hábito, Another Brick in the Wall, do Pink Floyd, entre outros.
O método foi ideia de Byron Garcia, um consultor de segurança do governo da província de Cebu. A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detentos na prisão, exceto para os idosos e doentes.
O quê chama a atenção é o fato de serem muito bem ensaiadas e vistas de longe, causa um efeito legal, contribuído por todos estarem trajados com macacões laranjas.
Confira a coreografia da música Thriller de Michael Jackson:
“Os prisioneiros me dizem: ‘Você precisa colocar sua mente longe da vingança, da loucura ou de planos para escapar da prisão ou se juntar a uma gangue’”, disse Garcia a BBC.
Celina Rodrigues